Pouco convencional

Quando falamos de segurança, normalmente pensamos em restrições, certo? Errado! Na verdade, isso é um erro bastante comum, principalmente, mas não limitando-se a, técnicos de segurança e meio ambiente e outros profissionais da área.

Pouco convencional, mas ganhando cada vez mais adeptos, outra linha de raciocínio aborda a segurança de maneira mais ampla e multidisciplinar. Misturados ao conhecimento técnico das normas e leis o profissional tem mais chance de sucesso se aplicar outras áreas de conhecimento como a gestão de projetos e, mais recententemente, o Design Thinking.

A "maneira de pensar do designer" reflete no resultado dos seus trabalhos, que quase sempre são associados a inovação. Trazer para segurança uma perspectiva mais moderna que tenha uma real preocupação com a origem humana das atividades, sua usabilidade, sua finalidade e propósito, ajuda a melhor estabelecer uma linha de abordagem mais apropriada para cada situação ou projeto específico.

Comumente chamado de "design de serviços", e dentro da mesma lógica de design thinking, a perspectiva do uso é fundamental para chegar ao "fio da meada" e desenvolver estratégias de serviço e produtos que atendam as necessidades das diversas áreas, inclusive, a de segurança. Pois segurança também pode ser uma leitura de serviço, ou 'projeto de serviço de segurança', ou ainda 'projeto de serviço de prevenção de acidentes'.

Fazer segurança não se trata somente de observar o correto uso de EPI's e/ou atendimento as leis, isso também faz parte, mas preocupar-se com as causas na sua origem, ou com problemas que, em geral, correm em paralelo, podendo ser a chave do sucesso. Esse 'movimento' tem como base fundamental a EMPATIA. Ela por si só já causa um enorme efeito positivo, seja na ascendente quanto na descendente. A percepção da real preocupação com outro faz com que o engajamento seja ainda maior.

No mínimo, o profissional que se permite desconsiderar outras disciplinas está perdendo uma grande oportunidade de entender a complexa dinâmica do seu trabalho e limitará suas chances de ter um maior engajamento dos colaboradores e gestores. Abrir a mente para cocriação é dar-se a chance de ter insights de grande relevância para seu trabalho.

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