'Pontos críticos de controle'

A maioria dos municípios não dispõe de ferramentas que possibilitem, de forma integrada, o estudo de dados obtidos por diversos meios e/ou diversos campos, científicos ou não. Isto significa que temos, quase sempre, informações soltas, difíceis de analisar e comparar, prejudicando principalmente na obtenção de melhores resultados quanto ao planejamento de soluções a longo prazo. Isso implica em intervenções paliativas, de custo quase sempre elevado, e que não trazem os benefícios propostos. Ou seja, acabam por não resolverem a questão. Um bom exemplo disso são as chamadas "operações tapa buracos" e outras questões mais complexas de planejamento no trânsito. O município de S. Gonçalo do Amarante (Pecém) não difere dos demais e enfrenta todos os problemas advindos de uma expansão sem planejamento adequado. Não pretendo com isso dizer que não estejam sendo discutidas tais questões, pois sabemos que são várias às esferas de governo envolvidas em discussões afim de dar soluções as mesmas. O que tento propor aqui é uma ação multidisciplinar entre iniciativa privada, universidades, governos municipal e estadual (federal, quando possível) e a população diretamente interessada. Os problemas a que me refiro vão desde aumento da violência, deficit habitacional e incluímos aí as instalações provisórias para atender a demanda dos projetos em andamento (construção civil), hospitais e postos de saúde, escolas, etc. Outro aspecto, muitas vezes esquecido e não menos importante, é o do trânsito local. Basta imaginar o fluxo de veículos quando as empreiteiras iniciarem a execução dos demais projetos já autorizados, e licenciados (ou não). Acidentes de trajeto, cada vez mais frequentes, são motivo de preocupação dentre os estudiosos de segurança do trabalho e apontam um crescimento vertiginoso nos últimos anos, aproximando-se do acidente típico. Juntar de forma coordenada, com acompanhamento direto dos trabalhadores e população em geral, várias áreas do conhecimento científico, pode trazer benefícios no desenvolvimento de políticas públicas que realmente atinjam seus objetivos efetivos. Coloco então uma abordagem pouco ou quase nunca usada: profissionais de TI, quantos estão envolvidos em questões desse tipo? Seria possível envolve-los num projeto de integração das demais áreas envolvidas? Inclusive disponibilizando ferramentas úteis aos técnicos e engenheiros de segurança facilitando a obtenção de informação e compartilhamento destas com os demais interessados? Isso talvez fosse relevante, por exemplo, para os profissionais de urbanismo e engenharia de trânsito na hora de elaborar projetos mais eficientes e eficazes? Para todas as áreas seria possível estabelecer 'pontos críticos de controle' e isso faria com que fosse também possível trabalhar de forma mais objetiva e realista, pois as informações são coletadas e revisadas de forma multidisciplinar amenizando interferências.
É isso, um ponta pé inicial no desenvolvimento desta ideia/projeto. E se você também se interessa em compartilhar conhecimentos, ideias, ações e quiser dividir conosco, por favor, fique a vontade em compartilhar.

Até o próxima!

#designthinking #designdeserviços #pecem

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pouco convencional

Empresa não tem cara nem coração?